Traje e Têxtil

A coleção do têxtil da Fundação Instituto Feminino da Bahia teve início no ano de 1933, com a realização do I Congresso Eucarístico Nacional, onde a instituição realizou, nas suas dependências, a exposição “Arte e Lavores”, com peças doadas por famílias da sociedade baiana. Nos anos seguintes começou a se formar a coleção de indumentária e têxtil a partir de novas doações das famílias baianas e aquisições feitas por D. Henriqueta Catharino.

Contudo, os planos para composição do Museu do Traje foram interrompidos em 1969 com o falecimento de D. Henriqueta Catarino. O projeto para criação do Museu do Traje e do Têxtil foi retomado no ano de 1997, sendo inaugurado no dia 19 de novembro de 2002, no espaço nomeado Pavilhão Almerinda Martins Catharino da Silva, se tornando o primeiro do gênero no Brasil.

No seu acervo destaca-se a coleção de Indumentária composta por trajes de baile, festas e passeios, roupas de cama e mesa, assessórios femininos, além de vestes eclesiásticas. O visitante depara-se, entre outras preciosidades, com a Saia e Cauda da Princesa Isabel, o Solidéu do Papa Pio X, paramentos do Papa João Paulo II, além do Crucifixo da mártir da independência baiana, Madre Joana Angélica. 

Além da preservação desse raro patrimônio, outras peças vêm questionar o conhecimento histórico: a existência de trajes completos de escravas desmente a crença que só o Museu Imperial de Petrópolis teria uma bata, considerada até agora como a única remanescente do período da escravidão brasileira.